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PF indicia Lula no caso de compra de MPs

Novas provas relacionadas ao Refis indicariam ação do ex-presidente em favor de montadoras.

Foto: Nelson Almeida / AFP / Divulgação

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A Polícia Federal indiciou ontem o ex-presidente Lula, suspeito de corrupção passiva em novo inquérito da Operação Zelotes, na parte da investigação que trata da suposta compra de medidas provisórias. A investigação conclui também pelo indiciamento de mais 12 pessoas, entre elas os ex-ministros Gilberto Carvalho e Erenice Guerra e os empresários Carlos Alberto Andrade, da empresa Caoa, e Paulo Ferraz, ex-presidente da Mitsubishi. Todos os indiciados negam as acusações.

A investigação é sobre a edição da MP 471, a chamada MP do Refis, que estendeu a vigência de incentivo fiscal às montadoras e fabricantes de veículos instalados nas regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste. O incentivo seria extinto em março de 2010 , mas foi prorrogado até 31 de dezembro de 2015.

A polícia analisou novas provas colhidas com lobistas investigados na Zelotes. São anotações de reuniões, trocas de e-mails e encontros de Lula com o lobista Mauro Marcondes, a quem Lula conhece desde os tempos de sindicalismo, segundo a PF.

De acordo com o relatório de indiciamento, as tratativas envolvendo suspeitas de corrupção nesse caso começaram em junho de 2009, quando Lula era presidente. E afirma que as novas anotações analisadas na investigação mostram indícios de que a edição da MP 471 envolveu pagamento de R$ 6 milhões que seriam destinados ao PT.

Defesa condena sucessão de ataques

Os advogados de Lula, disseram, em nota, desconhecer o teto do indiciamento e afirmaram que o ex-presidente tem sido “submetido, nos últimos dois anos, a verdadeira devassa e nenhuma prova foi encontrada, simplesmente porque não houve de sua parte qualquer ato de corrupção”

“Essa onda de ataques só serve para reforçar que nosso cliente é vítima de perseguição política por meio de procedimentos jurídicos, prática reconhecida internacionalmente como lawfare, e que atenta contra o Estado Democrático de Direito”, diz trecho da nota.

 

Correio do Povo

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