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Guto quer Inter compacto, com marcação agressiva e controle do jogo

Treinador admitiu que precisará de tempo para implementar suas ideias.

Foto: Ricardo Duarte / Inter / Divulgação

Foto: Ricardo Duarte / Inter / Divulgação

Apresentado como novo técnico do Inter nesta quinta-feira, dia 1º, Guto Ferreira falou sobre seus conceitos de futebol. Ele explicou que ter o controle do jogo é algo que considera essencial em seus times. Para isso, ele acredita que sua equipe deve atuar de forma compactada, ter uma marcação agressiva e uma transição rápida, tanto para defender quanto para atacar.

“As equipes que dirijo têm como característica a compactação, marcação agressiva, jogo de transição rápida e a imposição de jogo”, disse Guto, que lembrou de um aprendizado que teve com o atual técnico da Seleção Brasileira Tite.

“Um cara que influenciou muito a minha carreira foi o Tite. Uma coisa que aprendi com ele foi ter o controle do jogo. A partir de quando é que vamos ver. Na Ponte Preta conseguimos, depois na Chapecoense e também no Bahia. O Inter me dá mais condições de ter isso”, avaliou.

Para colocar em prática seu estilo, Guto Ferreira pretende resgatar o passado do clube. O treinador citou que o Inter tinha esse controle de jogo em suas grandes conquistas. Para ele, a partida contra o Palmeiras já pode ter sido um começo dessa retomada.

“As grandes equipes do Inter tiveram isso, jogar se impondo, controlando o jogo, de forma intensa, com marcação agressiva e espírito guerreiro. Ontem foi assim. O Inter pode não ter tido o resultado que queria, mas teve espírito de Inter. Ontem pode ter sido um resgate desse estilo”, previu.

“Treinador é um ladrão de ideias”

Não apenas Tite serve como inspiração para Guto Ferreira. O novo comandante colorado citou diversos técnicos estrangeiros, entre eles os argentinos Marcelo Bielsa e Diego Simeone e os italianos Carlo Ancelotti, Arrigo Sacchi e Maurizio Sarri, como nomes que se inspira. Guto acredita que o ideal é mesclar as ideias de diversos técnicos para construir a sua.

“Sigo alguns conceitos do Bielsa, do Simeone. Gosto de algumas coisas do Guardiola. Até mesmo de alguns que não estão muito em pauta. O técnico do Napoli Mauricio Sarri é um exemplo. Tem tanta gente boa, Arrigo Sasshi, Angelotti. Não é um que vai te dar um modelo. O importante é você tirar ideias. Eu estive com o Lopetegue no Porto e a gente comentava. Ele me disse ‘não se preocupe, o treinador é sempre um ladrão de ideias’. O mais importante é saber em que momento a ideia te serve”, finalizou.

Esquema atual pode ser mantido

Em seus recentes trabalhos, na Chapecoense e no Bahia, Guto Ferreira montou as equipes no 4-2-3-1. O treinador, porém, disso que não  não tem um sistema tático fixo e indicou que pelo menos no início do trabalho dará sequência à atual forma de o Inter jogar tendo um tripé de volantes no meio-campo.

“Na Série B eu subi dois times jogando no 4-2-3-1. Na verdade eu joguei quase toda a competição com o Bahia no 4-2-3-1, mas depois o Régis entrou. Ele é mais um segundo atacante que meia. Então eram praticamente quatro atacantes. A nomenclatura do sistema de jogo não é o mais importante. Quanto ao que vou adotar no Inter, o modelo ideal será aquele que eu conseguir tirar o melhor de cada jogador. Pode ser esse que o Inter vem adotando agora. Se eu perceber que existe uma variação que possa transformar a equipe em mais forte, eu vou fazer”, disse.

 

Correio do Povo

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