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Haddad e Bolsonaro ensaiam tom do segundo turno e traçam estratégias

Candidatos concederam primeiras entrevistas à TV após o pleito desse domingo.

Foto: Divulgação

Os candidatos mais votados no primeiro turno da eleição presidencial, Jair Bolsonaro (PSL) e Fernando Haddad (PT), concederam nesta segunda-feira as primeiras entrevistas e começaram a traçar estratégias após passarem para o segundo turno da eleição presidencial.

Haddad se encontrou com um dos conselheiros mais próximos a Ciro Gomes (PDT), o filósofo e ex-ministro Roberto Mangabeira Unger. O encontro ocorreu em São Paulo. O petista busca o apoio de Ciro no segundo turno da disputa contra Bolsonaro e, apesar de acenos, ainda não recebeu uma declaração explícita de aliança.

O núcleo que coordena a estratégia do PT na eleição está disposto a dar a Ciro um papel central na campanha de Haddad, admitindo inclusive que o ele integre um eventual governo em caso de vitória do PT.

Em encontros ao longo do dia, Bolsonaro definiu que vai se mostrar no horário eleitoral gratuito do segundo turno e nas conversas com os setores políticos e econômicos que reúne melhores condições de governabilidade. A ideia é aproveitar a onda antipetista para difundir que Haddad não terá pulso para garantir boas relações com o Congresso e o mercado.

Publicamente, o tom do discurso foi dado por Flávio Bolsonaro, filho do presidenciável, eleito senador pelo Rio. “Jair Bolsonaro já iniciará o próximo governo, se Deus quiser, com grande e ampla base”, afirmou nas redes sociais. Por outro lado, o grupo teme que o esforço de exibir frente ampla de apoios tenha o efeito colateral de aproximação com lideranças de partidos desgastados por fisiologismo e escândalos de corrupção. A ordem é evitar impressões de um “toma-lá-dá-cá” e venda de alianças.

À noite, os dois candidatos concederam entrevistas à Record TV e à Rede Globo. Bolsonaro disse à Record TV que sentia orgulho de ter conseguido quase 50 milhões de votos. “Com grande parte da mídia contra nós e eu baixado em um hospital, de pijama, então me orgulho. Especialmente no Nordeste”, declarou. De acordo com ele, os apoios já começaram há dois anos, com as bancadas ruralista e religiosa. Nós trabalhamos no varejo. Vamos ter um ministério enxuto.” Em seguida acrescentou que os alicerces da sua candidatura são “família, Deus e propriedade privada”.

Haddad disse na entrevista à Record TV que considera a sua campanha vitoriosa e que, agora no segundo turno, a nação terá chance de comparar dois projetos distintos. “Isso vai ajudar a democracia a se fortalecer”, afirmou. “Temos a expectativa de juntar todo o campo democrático popular. O campo que defende direitos, que defende empregos e que defende o trabalhador”, disse o candidato petista durante a entrevista à Record TV. Na entrevista à Rede Globo, Bolsonaro e Haddad descartaram refazer a Constituição, caso eleitos.

 

Correio do Povo

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