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Conflito na fronteira entre Venezuela e Brasil deixa ao menos duas pessoas mortas

Cinco pessoas feridas foram atendidas em território brasileiro

Veículos foram queimados durante confrontos entre militares venezuelanos e civis. (Foto: Pableysa Ostos / AFP / Divulgação)

Ao menos duas pessoas morreram, uma delas um adolescente de 14 anos, e 31 ficaram feridas, em distúrbios registrados na fronteira entre a Venezuela e o Brasil, para onde foram levados cinco feridos, informaram o porta-voz de um grupo de direitos humanos e autoridades brasileiras neste sábado. “Os dois mortos são resultantes da repressão de de militares durante distúrbios em Santa Elena de Uairén. Ambos morreram por ferimentos de bala, um deles na cabeça”, declarou à Olnar Ortiz, ativista na região da ONG Fórum Penal, crítica ao governo de Nicolás Maduro. 

Os distúrbios foram registrados em dois pontos de Uairén, onde militares venezuelanos bloqueavam a entrada de ajuda humanitária. Moradores favoráveis à entrada da carga ergueram barricadas nas ruas para evitar o avanço dos militares rumo à fronteira. Duas ambulâncias transportando cinco venezuelanos feridos a bala em confrontos com as forças de segurança entraram na cidade brasileira de Pacaraima, informaram autoridades brasileiras. Dois feridos foram levado para o Hospital Geral de Roraima, na capital Boa Vista, a 215 quilômetros de Pacaraima, e outros três estão a caminho de outro centro hospitar, informou a secretaria do governo da Roraima. O estado de saúde dos cinco é grave, segundo a fonte. 

A médica venezuelana Carla Servitá, que viajou em uma das ambulâncias, disse à imprensa que mais feridos são esperados devido aos violentos confrontos em Santa Elena de Uairén, a 20 quilômetros da fronteira. O deputado venezuelano Luis Silva informou que os confrontos na fronteira deixaram quatro mortos e mais de dez feridos. 

Os relatos falam de violentos confrontos entre habitantes e membros da Guarda Nacional Bolivariana em Santa Elena de Uairén. “A coisa está feia no centro. Há tanques, eles nos atacam e nós atacamos os tanques”, contou um habitante que não quis se identificar, falando por telefone com a AFP. Outra pessoa da área disse que, segundo uma enfermeira do Hospital Rosário Vera Zurita, em Gran Sabana, território venezuelano, há 19 feridos. “Há uma atmosfera tensa, os tanques ainda estão lá e a maioria dos habitantes agora está nas proximidades do hospital”, afirmou. 

As ambulâncias brasileiras conseguiram entrar no território venezuelano apesar de a fronteira venezuelana permanecer oficialmente fechada desde quinta-feira por ordem do presidente Nicolás Maduro. Na véspera, várias ambulâncias cruzaram a fronteira para o Brasil levando 13 feridos.

Correio do Povo

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