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Assembleia aprova novo plano de carreira dos professores

Foram 32 votos a favor e 19 contrários

Foto: Celso Bender / Agência ALRS

Os deputados estaduais aprovaram, nesta quarta-feira, dia 29, por 32 votos a 19 o novo plano de carreira do magistério estadual. Com a mudança, os professores começarão a receber por subsídio, com o excedente formado por gratificações e avanços por tempo de serviço alocado em uma parcela autônoma, que terá o valor congelado.

A votação foi considerada histórica porque o plano, criado em 1974, jamais havia sido alterado nessas proporções. Com a mudança, todos os professores estaduais receberão, como subsídio, o piso nacional da categoria, sem a necessidade de pagamento de completivo.

Antes da votação do texto, os deputados aprovaram a emenda construída na terça-feira, dia 28, em acordo firmado pelo governo com o MDB, maior partido da base aliada, e com o Cpers. 

O líder do governo, Frederico Antunes, disse que o resultado mostra o respeito do governador Eduardo Leite ao Legislativo:

— Conseguimos, com toda a base aliada, criar uma sinergia em busca de uma mudança necessária para obedecer uma lei que não vinha sendo cumprida (pagamento do piso).

Além do congelamento da parcela autônoma, o pacto garantiu a distância entre as diferentes faixas salariais e a incorporação de gratificação por exercício de função gratificada proporcional ao tempo exercido. 

— Estamos confortáveis porque conseguimos amenizar um pouco as perdas da categoria. Agora vamos tentar negociar o pagamento dos dias parados na greve —  afirmou a presidente do Cpers, Helenir Schürer.

As discussões sobre o novo plano se estenderam durante toda a tarde desta quarta-feira. Apesar do acordo aceito pelo Cpers, os partidos de oposição rejeitaram a alteração na carreira, alegando que, mesmo com a suavização do texto, os professores sairiam perdendo.

— Os danos reduzidos não foram suficientes para darmos nosso apoio. A carreira vai ficar achatada — justificou Luciana Genro (PSOL).

 O PDT foi o único entre os opositores a apoiar a emenda. Além dos deputados de oposição, cinco integrantes da base do governo rejeitaram o texto principal: Edson Brum (MDB), Issur Koch (PP) Gaúcho da Geral (PSD), Rodrigo Maroni (Pode) Luciano Zucco (PSL) e Capitão Macedo (PSL).

GaúchaZH

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