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Governo do Estado não terá protocolo sobre tratamento preventivo da Covid-19

Secretaria da Saúde afirma que decisão para uso de medicamentos do chamado kit Covid cabe a profissionais médicos e seus pacientes

Fotos: Felipe Dalla Valle/ Palácio Piratini

Durante a live, na tarde desta quinta-feira, o governador Eduardo Leite (PSDB) destacou que não existe a indicação de tratamento de profilaxia, que é o preventivo, em relação à Covid-19. “As pessoas não devem tomar esses remédios para prevenir o coronavírus. Há, segundo entendimento de alguns médicos, a concepção de que nos primeiros dias de sintomas, o uso desses medicamentos pode ajudar na recuperação. Não é algo consensual na sociedade médica e nos profissionais de saúde, mas há grupos que defendem que seja algo que ajuda na recuperação da saúde dos pacientes”, enfatizou Leite. Ele destacou ainda que o governo do Estado “não proíbe e não é contra a utilização porque não cabe ao governo do Estado definir este uso ou não”. 

Leite detalhou ainda que os medicamentos que foram recebidos do Ministério da Saúde foram distribuídos aos hospitais e que novo lote que está sendo recebido será repassados aos municípios. “O governo do Estado não estabelece o protocolo para o uso desses medicamentos e também não estabelece o protocolo contrário”, ressaltou.

À tarde, conforme havia sido anunciado, a Secretaria Estadual de Saúdedivulgou nota técnica sobre o tema. O documento de três páginas afirma que a SES “não adotará nenhum protocolo para o tratamento de Covid-19 até que evidências científicas sejam comprovadas, cabendo a decisão de uso de medicamentos aos profissionais médicos e seus pacientes”.

A posição ocorre no momento em que prefeitos e entidades têm defendido a utilização dos medicamentos frente ao avanço da pandemia no Estado, apesar de não haver comprovação científica. Em entrevista ao Correio do Povo, o gerente de risco do Hospital de Clínicas de Porto Alegre e integrante do comitê científico de apoio ao enfrentamento à Covid-19 montado pelo governo do Estado, Ricado Kuchenbecker, ressaltou a falta de evidências. “Não há evidência científica sustentando este tipo de utilização destes medicamentos, seja do ponto de vista individual, seja do ponto de vista do coletivo, de todos somados, ou associados em diferentes combinações.” 

Correio do Povo

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