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Vacinação contra a Covid-19 irá começar já nesta segunda, segundo o Ministro e governadores

Ministro da Saúde disse que o País é “referência” e que distribuição das 6 milhões de doses respeitará “proporcionalidade” dos Estados

Foto: Felipe Dalla Valle / Palácio Piratini

O ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, afirmou nesta segunda-feira, dia 18, que a vacinação no Brasil será “a maior do mundo” e autorizou o início da campanha nacional de inoculação a partir das 17h de hoje. “Depois de ouvir os governadores, chegamos à decisão de que estamos distribuindo hoje as vacinas aos Estados. A gente pode colocar a ideia que hoje no final do expediente os Estados começarem a vacinar no município principal. Acho que a gente pode começar hoje no final do expediente”, disse em reunião simbólica com governadores em Guarulhos, região metropolitana de São Paulo, onde ocorreu o início do envio das doses para as unidades federativas.

Mais cedo, governadores haviam entrado em um acordo para que a vacinação tivesse início na terça-feira às 14h, porém o ministro adiantou o prazo para que as doses fossem entregues ainda hoje e aplicadas ao fim da tarde. Inicialmente, a largada para a vacinação nacional estava planejada pelo ministério para quarta-feira, dia 20, às 10h. O governador do Estado de São Paulo, João Doria (PSDB), não compareceu ao evento. O Estado foi representado no evento pelo vice Rodrigo Garcia. 

Para o governador de Goiás, Ronaldo Caiado, a inauguração promovida por Doria “é um gesto que coloca os governadores numa posição de segunda categoria”. “Não tínhamos sequer vacinas no nosso Estado”, completou. “O Brasil é referência de vacinação no mundo e continuará sendo. Só com seis milhões de doses e a velocidade em que vamos aplicar, será a maior do mundo”, disse Pazuello, que reforçou que a divisão do imunizante da CoronaVac neste primeiro momento vai respeitar as “proporcionalidades” de cada unidade federativa.

Além disso, ressaltou que é papel dos governos e prefeituras não apenas fazer com que todas as pessoas tomem a vacina, mas também fazer um acompanhamento. Para Pazuello, o início da vacinação demonstra o trabalho conjunto do governo federal e do ministério da Saúde e afirmou que, o que for combinado, será cumprido. “Neste momento, tudo isso demonstra trabalho conjunto. Demonstra que a nossa lealdade federativa está mantida, mas do que depender do governo e do ministério, nós vamor cumprir rigorosamente o que for combinado, em nome da nossa ética e palavra”, disse. 

A primeira dose de vacina contra Covid-19 foi aplicada em São Paulo nesse domingo, após a aprovação pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) do uso emergencial da CoronaVac. A primeira pessoa vacinada no País foi a enfermeira Mônica Calazans, de 54 anos, moradora de Itaquera, com perfil de alto risco para complicações da Covid-19. Ainda em São Paulo, começa hoje a vacinação de profissionais que atuam na linha de frente do combate à doença nos seis hospitais-escola com maior volume de pacientes com a doença em todo o estado.

Cada profissional de saúde receberá duas doses da vacina do Butantan, com intervalo de 21 dias entre cada aplicação, conforme prevê o Plano Estadual de Imunização (PEI).

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