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Projeção é de que vacina 100% brasileira comece a ser aplicada em fevereiro, diz Ministério da Saúde

Fiocruz já tem insumos suficientes para produzir mais de 20 milhões de doses do imunizante contra Covid-19

Foto: Behrouz Mehri / Reuters

O Ministério da Saúde informou nesta quarta-feira, dia 12, que as primeiras doses da vacina contra Covid-19 100% nacional começarão a ser aplicadas na primeira semana de fevereiro. Segundo o secretário-executivo do Ministério da Saúde, Rodrigo Cruz, a Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz) já tem IFA (Ingrediente Farmacêutico Ativo) suficiente para produzir mais de 20 milhões de doses da vacina 100% brasileira.

“Este é um passo que o Brasil dá na autossuficiência das vacinas contra a Covid-19 e para também, quem sabe, passar a ser um exportador de vacina e um supridor desse insumo para toda a América Latina. Vimos no começo do ano passado o quão importante é investir no parque industrial de saúde no Brasil. Esse passo sinaliza a independência para a produção desse insumo, que se mostrou fundamental no enfrentamento à pandemia”, afirmou.

O registro do insumo foi aprovado pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) na última sexta-feira. Até o momento, as mais de 120 milhões de doses da vacina AstraZeneca distribuídas e aplicadas durante a campanha de vacinação contra a Covid-19 foram produzidas na Fiocruz com IFA importado. 

A produção do IFA em solo brasileiro só foi possível porque, em junho de 2021, AstraZeneca e Fiocruz assinaram um contrato para a transferência da tecnologia. Para aprovar o IFA 100% brasileiro, a Anvisa fez diversos estudos de comparabilidade, analisando se a vacina teria o mesmo desempenho que a desenvolvida no exterior.

“Em 2019, o governo federal adotou uma estratégia de diversificação de vacinas e de tecnologias. Uma delas foi a assinatura de um contrato entre Oxford e Fiocruz que resultou na transferência de tecnologia. Um investimento de R$ 1,9 bilhão para que a Fundação se preparasse para esse fim”, ressaltou o secretário-executivo, que comentou ainda a celeridade de todo o processo.

“Algo que demora, em regra, 10 anos, levou apenas um ano para que pudéssemos transferir a tecnologia e começar a produzir a vacina 100% nacional”, contou Rodrigo Cruz.

Como resultado, os estudos comprovaram que o insumo mantém a mesma eficácia do produto importado. Desde maio de 2020, a Fiocruz vem produzindo diversos lotes testes que foram submetidos a análises da Anvisa, que já havia feito a Certificação de Boas Práticas de Fabricação do novo insumo, o que garante que a linha de produção cumpre com todos os requisitos necessários para a garantia da qualidade do IFA.

“A vacina com o nosso IFA passou por vários processos de controle de qualidade, quando na semana saiu a aprovação da agência reguladora e a liberação para a fase final de distribuição. O imunizante já está incorporado ao Sistema Único de Saúde e o brasileiro mostrou que tem uma cultura de se vacinar. Mais de 90% do público-alvo já tomou a primeira dose e mais de 80% tomou a segunda dose. Diante disso, a produção da vacina em solo brasileiro vai suprir essa demanda”, finalizou.

Correio do Povo

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